quinta-feira, 2 de abril de 2020

Fechamento Mar/20 : R$ 1.822,72 (-29,64%)


Fala finansfera, tudo bem com vocês?

O mês de março acabou e trouxe junto com os desdobramentos do Coronavírus a volatilidade - eterna aliada do investidor de longo prazo. 

Se o mês de Fevereiro representou uma queda significativa nos mercados, Março por sua vez teve um desempenho ainda pior. De Circuit Breaker (CB) em CB, sendo 6 no total, minha carteira simplesmente derreteu, representando uma queda de -29,64%.


A Variação Acumulada VA alcançou -38,03%. O recebimento de dividendos de R$ 35,58 permitiu reduzir essa variação para -33,99 (VA + D), traduzindo novamente a importância de ter um fluxo de rendimentos, sobretudo em momentos de grande volatilidade feito o atual. 

Segue gráfico demonstrando a variabilidade da Rentabilidade da Carteira, percebam  como o mês de Março foi terrível.


Para termos noção da dimensão desse resultado, o mesmo representou praticamente o valor que aportei no mês. Ou seja, meu aporte simplesmente "sumiu" em virtude dessa queda. Essa dinâmica é natural, isto é, em períodos de crise o investidor mantém os aportes, entretanto o mesmo acaba sendo diluído devido as quedas. Entretanto, a partir do instante que o mercado reagir de modo positivo seu patrimônio também será beneficiado.

Carteira de ações: desempenho individual e composição

O desempenho macro da carteira foi refletido individualmente nas ações que compõe minha carteira.

Banco Bradesco BBDC3 teve o pior desempenho -33,15%. Seguido de BB Seguridade BBSE3 e Itaú Unibanco ITUB3, respectivamente.

  • BBDC3: -33,15%
  • BBSE3: -23,07%

  • ITUB3: -22,82% 


Um ponto importante a ser destacado com relação ao BBDC3 é que ao fazer realizar a compra em Fevereiro, paguei um preço muito bom devido as quedas, contudo a ação teve esse desempenho  negativo em Março, isso reforça duas premissas básicas da Renda Variável:
  1. Ninguém é capaz de acertar o fundo de uma ação, seja o analista que for.
  2. Ninguém sabe até que ponto uma ação pode cair, por isso é perigoso "pegar a faca caindo", ou seja, comprar uma ação que já caiu muito acreditando que ela não cairá mais.
Apresentado todo esse panorama de desempenho no mês, segue composição atualizada da minha carteira de ações. 



Dividendos

Neste mês de Março recebi apenas dividendos mensais, extraordinários (referentes ao 4T19) e Juros sobre Capital Próprio do Banco Itaú, que somados deram:
  • ITUB3: R$ 35,58
Para o mês de Abril estão provisionados os seguintes dividendos:
  • ITUB3: R$ 0,51 (recebi ontem)
  • BBDC3: R$ 0,29 (recebi hoje, meu primeiro dividendo do Bradesco)
  • BBSE3: R$ 17,57 (30-04)
Até o momento, BBSE3 continua sendo a campeã em termos de distribuição de dividendos. 




O objetivo de investir em ativos geradores de renda passiva têm gerado bons frutos (mesmo que tímidos), até o momento. A caminhada é longa mas, como eu sempre digo, o importante é focar no processo: trabalhar, aportar e deixar os juros compostos (aqui representado pelo reinvestimento dos dividendos) fazerem o seu trabalho.

Conclusão

Apesar das incertezas do mercado e da possibilidade de empresas suspenderem ou postergarem dividendos (farei um post sobre isso) em função dessa pandemia, seguirei meu plano de aportar mensalmente, salvo caso de demissão do meu trabalho. Reforço novamente que o meu foco é na Renda Passiva e não no patrimônio, sendo assim esse momento é excelente para acumular mais ações com o mesmo aporte.

E você, caro leitor, sobreviveu neste mês à este "soco no estômago" ou essa volatilidade não te incomoda?

Que venha Abril, seguimos firmes no plantio em busca da Colheita!


sexta-feira, 27 de março de 2020

Coronavírus: Quarentena



Fala amigos da finansfera, tudo bem com vocês?

Mesmo relativamente longe do epicentro do Coronavírus em nosso país, essa semana foi atípica onde eu moro: maioria do comércio fechado, poucas pessoas na rua, tudo muito quieto e silencioso. 

Confesso que fiquei surpreso com a atitude da população, uma vez que a grande maioria não possui senso de ordem, mas como envolve riscos à saúde o povo abraçou a causa, de certo modo.

No último sábado, fui ao mercado e fiz uma mega compra: itens que compõe uma cesta básica (arroz, feijão, leite, macarrão, óleo, açucar, farinha, sal, etc), além de produtos de limpeza e higiene pessoal, carnes e embutidos, biscoitos e etc. Enfim, quantidade suficiente para me manter por, no mínimo, 45 dias. Decidi fazer isso para não ter que retornar ao mercado, evitando aglomeração e ao mesmo tempo antecipando uma escassez de produtos, o que não seria nenhum absurdo.

Trabalho no setor alimentício e a empresa funcionou normalmente nessa semana. Contudo, estamos liberados para ficar em casa na próxima semana e em stand by diante dos novos desdobramentos dessa epidemia. 

Diante de todas as incertezas, fomentadas tanto pela mídia quanto pelo Presidente Jair Bolsonaro, ainda não sei se farei o aporte de Abril. Apesar de possuir uma reserva de emergência, não sei o que pode ocorrer no meu emprego, se haverá cortes ou se o salário será reduzido em função dessa parada ou ainda pode ocorrer o pior, ou seja, algum familiar precisar ficar hospitalizado e com isso, terei gastos médicos. 

Sendo assim, nessa quarentena, que na verdade terá duração de uma semana com possibilidade de ser estendida, estarei refletindo se farei ou não o aporte desse mês aqui no Projeto Previdenciário ou se deixarei a grana na poupança ou em conta corrente mesmo, até as coisas clarearem.

E você, caro leitor, como está procedendo diante dessa pandemia: está em quarentena? reforçou o estoque de alimentos e mantimentos? Vai aportar no próximo mês ou deixará a grana em caixa?

Abraço à todos e cuidem-se!


segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus: Uso da Reserva de Emergência nesse contexto



Fala, amigos investidores!

Em meio à esse surto do Coronavírus, diversos sentimentos no mercado financeiro quanto em nosso cotidiano se misturam: medo, ganância, precaução e etc.

Esse mix de emoções reflete diretamente no desempenho das ações. Prova disso é que, ocorreu 4 Circuit Break na última semana. Circuit Break é um mecanismo adotado pelas Bolsas de Valores para tentar amenizar as quedas, onde o mesmo é acionado quando ocorrem quedas no índice acima de 10% e as negociações são interrompidas por, pelo menos, 30 minutos. A grosso modo, é como se desligassem um disjuntor com o intuito de acalmar os ânimos dos investidores.

Hoje pela manhã, inclusive, aconteceu outro Circuit Break, então diante dessas quedas sucessivas e do avanço do Coronavírus, surge uma dúvida cruel: aproveitar essas quedas para comprar mais ações utilizando a reserva de emergência (sim, tem investidor por aí cogitando isso) ou manter o dinheiro líquido se precavendo de um apocalipse zumbi?

De um lado, temos os investidores ávidos por aproveitar a promoção, afinal, diversas ações de boas empresas já acumulam quedas superiores à 30%, inclusive empresas que compõe minha carteira pessoal. 

Em contrapartida, temos os investidores mais contidos, que estão ainda dimensionando o impacto do Coronavírus em sua realidade. Essa pandemia pode acarretar muitos problemas de ordem econômica ao país, indo além da saúde pública. Diversas atividades comerciais, empresas, indústrias, eventos esportivos e culturais estão sendo cancelados. Além disso, pode ocorrer escassez de alimentos devido inconvenientes logísticos, provocando inflação de diversos produtos.

Nesse contexto, imagina você, um autônomo, estando impossibilitado de sair de casa para vender seus produtos/serviços por tempo indeterminado, correndo o risco de ficar sem renda, quão precioso seria ter uma reserva de liquidez intacta?

Ou mesmo um CLT, com as atividades suspensas e descontando os dias ociosos em seu contra-cheque e até mesmo sendo demitido, qual seria o impacto em seu orçamento doméstico, você conseguiria suprir isso por quanto tempo?

Agora, imagina um servidor público, com as atividades laborais suspensas, entretanto com seu salário mantido de modo integral, valeria a pena usar suas reservas pra aumentar sua posição em Renda Variável?

Enfim, o motivo desse post foi provocar o leitor sobre essas questões: até que ponto vale sua ganância ou sua aversão ao risco nesse momento atual?

Confesso que fico tentado em retirar uma parte da minha reserva de emergência vendo tantas empresas boas com ótimos preços, porém como dizia minha avó: "Prudência e canja de galinha não faz mal à ninguém". Vou seguir minha estratégia de aportar mensalmente, não vender minhas ações e já pensando num plano de formatação de uma "Reserva de Oportunidades" para capturar outros movimentos feito esse, no futuro.

Para quem tem uma boa reserva de emergência e um percentual para oportunidades, eu recomendaria utilizar uma parte para comprar ações que você já tem em carteira ou até mesmo aquelas ações que sempre estiveram no seu radar, porém se encontravam pouco atrativas em termos de preço.

Já para quem possui somente a reserva de emergência, sugiro ponderar bastante sua realidade, ou seja, orçamento doméstico, tamanho da reserva e por quantos meses conseguiria sobreviver, capacidade de comprar alta quantidade de mantimentos/medicamentos/higiene pessoal e estocar até passar esse surto.

Eu já vejo itens como álcool em gel sumindo das prateleiras dos supermercados e com preço inflacionado. Enfim, muitos consideram essa pandemia apenas histeria, que o vírus não irá se propagar aqui em virtude do nosso clima e etc, mas como sou leigo na área médica e sobretudo cético por natureza, prefiro aguardar o desenrolar disso tudo.

E você, caro leitor, como está se comportando nesse período conturbado? Usou sua reserva ou manteve intacta? Acredita que essa pandemia vai se disseminar em nosso país e gerar uma catástrofe?


terça-feira, 10 de março de 2020

Aporte 05: Banco Bradesco (BBDC3)


Resumo do Aporte Mar/2020:

Ação: BBDC3
Preço da ação: R$ 27,21
Valor Investido: R$ 544,20
Quantidade de Ações: 20

O racional pela escolha do Bradesco foi motivada tanto por aspectos qualitativos (robustez do banco, lucratividade, histórico de dividendos, bonificações ao acionista) quanto quantitativos (preço da ação no ato da compra, múltiplos P/L, P/VPA e DY). 
  • Aspectos Qualitativos
No que concerne ao aspecto qualitativo,  o  Banco Bradesco é o segundo maior banco privado do país, possuindo cerca de 72 milhões de clientes correntistas em sua base e reportou absurdos R$ 25,9 bilhões de lucro líquido recorrente no ano de 2019, além de possuir um patrimônio líquido da ordem de R$ 39 bilhões de reais.

Não vou entrar no mérito do serviço prestado pelo banco ao cliente e sim, na capacidade do Bradesco em gerar valor ao acionista. Nesse quesito, o histórico do banco é fenomenal.

Para quem foca em dividendos e busca uma renda passiva, este ativo é uma excelente opção. O banco estabelece em sua política de distribuição de dividendos o pagamento de dividendos mensais e extraordinários. O histórico de pagamentos teve início em 1995, ou seja, são 25 anos seguidos pagando dividendos e juros sobre capital próprio (JSCP) aos seus acionistas. 

No ano de 2019 foram pagos cerca de R$ 1,86 por ação, distribuindo quase 16 bilhões em dividendos ao longo do ano, uma verdadeira máquina de proventos.



Essa distribuição absurda de proventos é refletida no aumento do payout (percentual do lucro da empresa distribuído aos acionistas) do banco, que saltou de 34,2% para 68,8%.


Para efeito de comparação, o Banco Itaú, também reconhecido como excelente pagador de dividendos, reduziu seu payout de 94% para cerca de 68% em 2019. Ou seja, o Bradesco está indo na contramão do seu maior concorrente. Portanto, é esperado que o banco mantenha esse percentual para 2020, porém não podemos prever nada, uma vez que isto aqui é Renda Variável.

Somado à isso, o banco costuma remunerar o acionista através de bonificações, isto é, conceder ações gratuitas baseado no número de ações que o sócio possui em custódia. Geralmente, para cada 10 ações possuídas, o acionista recebe 1 ação de graça do banco, para 100 ações recebe 10, para cada 1000 ações recebe 100 e assim sucessivamente, ou seja, o sócio aumenta sua base acionária ao longo do tempo sem necessariamente adquirir novas ações.


Em 2020, haverá uma nova bonificação em ações, inclusive haverá uma assembléia neste mês de Março para decidir qual a data que o acionista deverá estar posicionado no ativo para ter direito à bonificação. Enfim, esse movimento é apenas mais uma forma de remunerar o sócio, considero excelente e espero receber minhas primeiras ações de graça, mesmo sendo 2 unidades. 
  • Aspectos Quantitativos
Além da qualidade de uma empresa eu procuro avaliar a questão do preço de compra uma vez que o mesmo é crucial na estratégia de dividendos, representado pelo DY (Dividend Yield).

Conforme visto a respeito dos dividendos distribuídos em 2019 e pelo preço atual de compra, o Banco Bradesco está com DY em torno de 7%, o que é excelente comparado com a Renda Fixa.

De Janeiro pra cá o preço do ativo vem caindo, assim como o setor bancário em geral, saindo de R$ 35,00 para R$ 25,71(preço antes do Circuit Break de ontem, onde tudo desabou). O preço que eu paguei foi de R$ 27,21 por ação, esse valor foi próximo da mínima da Greve dos Caminhoneiros, então considero que foi um bom ponto de entrada neste ativo (infelizmente fiz a compra na semana passada, poderia ter comprado por um preço ainda melhor, mas faz parte...)


Outro fator que contribui para compra são os múltiplos do Banco no momento. Tanto o P/VPA (Preço sobre Valor Patrimonial) quanto o P/L(Preço sobre Lucro) apresentam retração comparado aos dois últimos anos, o que pressupõe que a ação está num bom momento de compra.


Carteira atualizada

Após o aporte, minha carteira ficou com a seguinte composição:



Apesar do setor bancário está apresentando boas oportunidades de compra (Banco do Brasil, Santander, Banrisul, Banco ABC), por hora não aportarei em outro ativo pois Itaú e Bradesco sempre foram meus ativos preferidos do setor, além de apresentar um DY superior aos seus pares neste momento. Sendo assim, aportarei nesses ativos até possuir uma quantidade significativa de ações e, no futuro, quem sabe eu possa aportar nessas outras opções também e expandir a carteira.


Por conta do aporte, fiquei extremamente concentrado no setor bancário, contudo não me incomodo com isso. Espero aproveitar essa fase de queda e continuar aportando e ao mesmo tempo acompanhando ações de outros setores, afinal, sempre surgem janelas de oportunidades, paciência é tudo no mercado de ações. 

Disclaimer: Este post não é uma recomendação de compra, até porque o blogueiro não possui certificação no mercado de capitais para indicar ativos financeiros. O objetivo da postagem é única e exclusiva no sentido de registrar meu aporte mensal e compartilhar com os leitores a saga de um pequeno investidor pessoa física na Bolsa de Valores.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Fechamento Fev/20 : R$ 1853,90 (-9,40%)

Fala, finansfera, tudo bem com vocês?

Após um final de Janeiro turbulento em virtude das notícias envolvendo o Coronavírus, no decorrer do mês de Fevereiro a volatilidade ainda esteve presente e se intensificou justamente na quarta-feira de cinzas, cujo índice Bovespa apresentou uma queda de cerca de 6%, maior queda diária nos últimos 3 anos, motivado ainda pelo temor com o vírus. Totalizando, em Fevereiro, o índice teve uma retração de quase 10%. 

Evolução Patrimonial


Trazendo para minha realidade, a volatilidade da minha carteira se comportou de modo semelhante ao índice Bovespa. Ou seja, sofreu um impacto negativo em Janeiro (-4,57%) e a queda intensificou-se ainda mais no decorrer de Fevereiro (-9,40%). No geral, meu patrimônio apresenta um desempenho negativo da ordem de -8,40%, conforme planilha de controle macro da minha carteira e ilustrado pelo gráfico de Evolução Patrimonial.

                                   
Apesar disso, o recebimento de R$ 53,93 em dividendos no mês de Fevereiro, contribuiu para amortecer, em partes, a variação negativa. O efeito dos dividendos é notado na coluna V + D (Variação + Dividendos) e em Variação Acumulada (VA + D), onde os dividendos amortizaram em cerca de 2,6% da variação negativa. Considero um valor razoável, visto que a tendência natural é que meus dividendos se tornem maiores no decorrer do tempo e poderão amenizar de modo mais significativo eventuais quedas mensais.

O gráfico abaixo fornece o comportamento da variabilidade da Rentabilidade da Carteira em função do tempo, ou seja, demonstrando como as variações mensais e acumuladas, bem como as variações somadas aos dividendos se movimentam ao longo do tempo. É nítido a influência positiva dos dividendos no processo, sobretudo em períodos de queda, onde o recebimento de dividendos pode funcionar como uma espécie de escudo para o investidor, evitando que o mesmo venda suas ações no pânico e com prejuízo.


Carteira de ações: desempenho individual e composição


Os últimos dois meses foram terríveis em termos de Rentabilidade. Evito usar o termo "Rentabilidade", mas para fins de apresentação dos resultados da carteira se torna inevitável. Pois bem, focar tanto em "Rentabilidade", "Retorno" é capaz de nos induzir a tomar decisões impulsivas, vendendo com prejuízo, pois a mentalidade do investidor carrega consigo a busca por lucro.

Com relação as ações do Itaú Unibanco (ITUB3), até o momento acumula desempenho negativo de -5,14%. Considerando o pagamento de dividendos, a rentabilidade é de -1,83%.


Referente as ações da BB Seguridade (BBSE3), a oscilação foi ainda maior, da ordem de -13,68%. Por outro lado, com o recebimento de dividendos, esse valor é reduzido para -6,72%.


Apresentado o panorama de desempenho, segue composição e segmentação da carteira. Lembrando que ainda estou em processo de formação da mesma, com o tempo ela estará mais diversifica. Conforme disse desde meus primeiros posts, essa concentração inicial não me incomoda pois estudei as empresas antes de me tornar sócio.



Dividendos


Chegamos ao assunto que eu mais gosto de falar: dividendos. Após ficar deslumbrado com o meu primeiro dividendo de R$ 0,25 (hahaha) em Janeiro, nesse mês a colheita foi um pouco mais generosa graças aos dividendos pagos pela BBSE3, no valor de R$ 53,42 que somado ao dividendo mensal de ITUB3, totalizou R$ 53,93.

À princípio esse valor pode parecer baixo ainda, contudo representa mais de 10% do valor do meu aporte, portanto em termos percentuais considero razoável.

Além dos dividendos de Fevereiro, optei por inserir os dividendos que já estão provisionados, a fim de demonstrar o fluxo de dividendos que terei nos próximos meses, conforme ilustrado abaixo.


Desse valor total de dividendos, BBSE3 até o momento é a campeã na distribuição de dividendos. Contudo, apesar de ITUB3 ter reduzido seu payout (percentual do lucro líquido destinado aos acionistas) no último ano, não podemos subestimar a capacidade do banco em remunerar seus acionistas, uma vez que é uma verdadeira vaca leiteira. Enfim, tem muita água (quer dizer, dividendos) pra rolar até o final do ano.


Em que pese o histerismo do mercado, estou satisfeito com os resultados alcançados até o momento, pois o fluxo de dividendos já começa a aparecer e o mesmo é o pilar principal da minha estratégia de investimentos.

O meu foco é a renda passiva anual, obviamente que a sensação de receber dividendos todos os meses é ótima, mas o que importa é o seu montante anual, a partir desse valor você terá noção de que está ou não independente financeiramente, bastando dividir por 12, que daria o valor mensal.


Ainda não estipulei um valor alvo de Renda Anual, pois o meu objetivo é focar no processo nesse início, ou seja, não adianta fixar metas mirabolantes que só irão te desestimular, então prefiro manter os pés no chão e aportar mensalmente, com o tempo os resultados virão.

Conclusão

Apesar da volatilidade nos últimos 2 meses, sigo tranquilo com o meu plano. A estratégia focada em dividendos chega a ser tediosa, pois você não terá tantas emoções, isto é, compra e venda o tempo todo.

Comecei esse projeto há 4 meses e nada melhor do que passar por esse momento de crise iminente, afinal, as ações derretendo pode eliminar seu ego em achar que é o maior investidor do mundo (quando suas ações subiam por empolgação do mercado) como ocorreu no final do ano.

Enfim, aos iniciantes, recomendo não vender suas ações, evite olhar as cotações e use seu tempo para trabalhar, realizar atividades físicas e para o lazer. Esqueça Bolsa, sei que é difícil se manter alheio, mas se você tem vício em olhar cotação, patrimônio e fóruns, vai acabar vendendo em pânico.

Então, era isso por hoje, pessoal. Na próxima semana sai a postagem do meu aporte do mês! =)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Email Alerta: Um recurso útil para o investidor



É muito comum os investidores em geral, seja através de Redes Sociais (Facebook, Instagram, Youtube), fóruns de discussão ou ainda na Blogosfera procurarem as seguintes informações:

  • Quando será divulgado o balanço da empresa X?
  • Quando a empresa Y vai pagar dividendos?
  • Quanto vou receber de dividendos?
  • Se eu ficar com a ação até dia Z vou ter direito ao recebimento de dividendos?

Nesse sentido, as empresas oferecem, através do seu site de Relações com Investidores (RI), um recurso simples e extramente útil, aqui denominado Email Alert ou simplesmente Mailing, onde todas essas informações e demais Fatos Relevantes são enviados diretamente ao email do investidor cadastrado.

Como se Cadastrar?

Primeiramente, basta digitar o nome da empresa ou simplesmente o código da ação seguido do sufixo "ri". Por exemplo "itau ri", a primeira página sugerida pelo Google será a página de Relações com Investidores.
Busca no Google: Nome da empresa ou código da ação + ri


Feito isso, basta acessar o site e procurar por Mailing/Email Alert/Alertas RI e realizar seu cadastro. Algumas empresas solicitam somente seu Nome e Email no Cadastro, como é o caso do Itaú Unibanco. Ao clicar em Enviar você receberá um email automático confirmando seu cadastro.


Cadastro Email Alert: Banco Itaú


Algumas empresas podem exigir um Cadastro mais completo, por exemplo a BB Seguridade, contudo é um formulário básico e fácil de preencher, inclusive o investidor não tem a obrigatoriedade de informar alguns dados pessoais como Endereço e Empresa onde trabalha, limitando-se ao Nome e Email.

Cadastro Email Alert: BB Seguridade


Exemplos de Fatos Relevantes informados via Email Alert

Aviso: Distribuição de Dividendos Itaú


Aviso: Distribuição de Dividendos BB Seguridade


Aviso: Divulgação de Resultados 4T19 Engie

Conclusão

É muito importante que o investidor esteja atento à essas informações fidedignas, sobretudo sobre divulgação de resultados e anúncio de dividendos das empresas nas quais ele é sócio.

Vejo muito investidor iniciante que "perde o bonde", ou seja, se posiciona de forma incorreta numa ação visando o recebimento de dividendos, não o recebe e acaba frustrado vendendo suas ações posteriormente.  Isso tudo fruto de informação errada e/ou desencontrada.

Enfim, isso é algo muito particular, mas eu prefiro ir direto na fonte, então nada mais justo do que coletar as informações advindas da própria empresa, melhor ainda quando dispomos desse recurso em nossa própria Caixa de Entrada, além da segurança nos poupa um tempo precioso uma vez que não necessitamos buscar outros sites (por exemplo da Bovespa, que sempre fica fora do ar) ou Redes Sociais onde há difusão de muita informação distorcida.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Balanço 4T2019: Itaú e BB Seguridade

Foca no Balanço: essencial para o investidor fundamentalista

Em meio à tanta volatilidade e intempéries na Bolsa de Valores, o que mantém o investidor firme em suas posições é saber que as empresas na qual ele investe continuam lucrativas.

Através dos balanços trimestrais, temos uma noção dessa métrica e de toda a saúde financeira das empresas. Embora considere a comparação entre balanço anual mais eficiente na avaliação da empresa, acompanhar o trimestral também é importante para o sócio.

Pois bem, a ideia aqui é expor os resultados numa visão macro, caso queiram aprofundar no balanço, segue site de Relações com investidores de ambas as empresas:

Itaú (ITUB3/ITUB4): https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/Download.aspx?Arquivo=h6WQ5bq1WRA7sUz54cF52w==&linguagem=pt

BB Seguridade (BBSE3): http://www.bbseguridaderi.com.br/

Itaú Unibanco (ITUB3)

O Banco Itaú, maior banco privado da América Latina, reportou outro forte resultado nesse fechamento de trimestre.

Destaques:

  • Aumento do lucro líquido: 1,9% comparado ao 3T18 e 10,2% sobre 2018.
  • Aumento do ROE (Retorno sobre patrimônio líquido): 0,3% ante 3T18 e 1,7% sobre 2018, atingindo 23,7%.
  • Expansão da carteira de crédito para todos os segmentos (PF, PJ, etc): Apesar da nova regulação da cobrança de juros, onde linhas de juros tiveram que ser reduzidas, o banco conseguiu conhecer melhor seu cliente através do Cadastro Positivo, contribuindo desse modo no aumento de receitas provenientes de empréstimos. Somado à isso, a redução progressiva da Selic estimulou a tomada de crédito.
  • Aumento de receitas provenientes de assessoria econômica, financeira e corretagem: mesmo isentando custódia e Taxa 0 pra FIIS, por exemplo, o banco conseguiu rentabilizar através da assessoria, ou seja, orientando clientes através de suas carteiras recomendadas, promovendo o ganho com corretagem, taxa de administração em fundos de investimento e ETF.
  • Dividendos: Após a divulgação dos resultados, o banco deliberou nova distribuição de dividendos. ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A. ("Companhia") comunica aos seus acionistas que o Conselho de Administração, reunido em 10.2.2020, aprovou o pagamento, em 6.3.2020, dos seguintes proventos aos acionistas, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 20.2.2020:

  • a) dividendos complementares no valor de R$ 0,4832 por ação; e
    b) juros sobre o capital próprio complementares no valor de R$ 0,5235 por ação, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte, resultando em juros líquidos de R$ 0,444975 por ação, excetuados dessa retenção os acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos.
    Aprovou, ainda, que os juros sobre o capital próprio declarados pelo Conselho de Administração em 28.11.2019, no valor bruto de R$ 0,037560 por ação (líquido de R$ 0,031926 por ação), também serão pagos em 6.3.2020 aos acionistas com posição acionária final registrada no dia 12.12.2019.
    Em relação ao resultado de 2019, os acionistas da Companhia receberão R$ 1,9270 por ação, que totaliza R$ 18,8 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (líquido de imposto de renda), valor esse que equivale a 66,2% do lucro líquido consolidado recorrente do exercício de 2019.
Enfim, excelente resultado. Por mais que exista um sensacionalismo provocado pela ameaça das fintechs, sigo confiante e tranquilo na capacidade de geração de caixa do Itaú. Lembrando que o número de agências físicas foi reduzida em 8,8%, isso tudo faz parte do processo de digitalização do Banco, que vem investindo continuamente em processos para torná-lo cada vez mais digital. Portanto, acredito que o banco continuará crescendo em 2020 sobretudo impulsionado pela demanda de crédito tanto de PF e PJ apostando numa consolidação do aquecimento econômico em nosso país.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade, por sua vez, também reportou um resultado expressivo. Como se trata de um modelo de negócios com vários braços de receitas e para efeito de simplificação, segue quadro resumo com os principais destaques:


O lucro líquido no 4T19 da ordem de R$ 1,1 bilhão, 34,8% maior comparado ao 4T18. No total de 2019, o lucro líquido foi de incríveis R$ 4,3 bilhões, 21,3% maior do que no ano anterior. A empresa salientou que muito desse resultado é atribuído, entre outros fatores, à dinâmica favorável dos índices de inflação que atualizam os ativos e passivos dos planos definidos. 

O resultado foi tão bom que, inclusive, superou o valor estimado pelo Guidance 2019.


Com um resultado tão expressivo, a empresa deliberou pagamento de dividendos referentes ao 2T19. Simplesmente uma bolada de mais de R$ 3 bilhões, representando 83% do payout da empresa.

Aviso: distribuição de dividendos

Portanto, resultado robusto da BBSE3, enfatizando a resiliência do setor de seguros. Sigo confiante no case da empresa, na forma como é desdobrado suas fontes de receitas: seguros diversos (caso, carro, vida, etc), planos de previdência, corretora, isso tudo potencializado pela capilaridade do Banco do Brasil. 

Para 2020, a tendência é que os resultados continuem fortes, uma vez que a captação através de previdência pode ser expandida em virtude da maior procura e interesse das pessoas em fazer seu próprio plano de Previdência e também em função dos seguros, com a economia crescendo, haverá aumento de vendas de carros, por exemplo, e consequentemente maior procura por seguros de veículos. Além disso, o próprio setor de corretagem pode crescer ainda mais, dado que o BB vem fazendo campanhas diversas sobre app da Corretora, onde taxas de custódia foram zeradas , então isso pode atrair os próprios clientes do banco à operarem ativos de Renda Variável, resultando em ganhos financeiros através da corretagem.

Disclaimer: Esta postagem não se trata de recomendação de compra dos ativos citados. O objetivo é apenas divulgar e analisar os resultados das empresas que sou sócio. Lembrando que resultados passados não é garantia de resultados futuros, então fica à cargo do investidor tomar suas próprias decisões de investimento, isentando o blogueiro de qualquer responsabilidade.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Aporte 04: BBSE3

Aporte Fev/20: BBSE3

Enquanto a maior parte da população brasileira já se encontra ansiosa pelo Carnaval, eu estava ansioso pelo aporte desse mês, devo confessar.

Diante da oscilação negativa que tive em minha carteira no mês passado e buscando minimizar meus riscos, cogitei a hipótese de inserir alguma empresa de energia elétrica em minha carteira. Entretanto, raciocinei melhor e optei por analisar a composição da minha carteira e priorizar a ação mais descontada.


Composição da carteira antes do Aporte


Muitos investidores ficam presos em percentuais, ou seja, estabelece uma porcentagem que deseja ter em determinada ação e só faz o aporte nela quando seu gerenciamento de carteira sinaliza isso. É uma boa forma de mitigar os riscos e alocação de ativos, reconheço. Entretanto não utilizo esse método, uma vez que ele te força a aportar nessa ação, sem considerar o contexto, ou seja, outras ações da sua carteira podem estar num momento melhor de aporte e você simplesmente não se atenta à esse fato.

Pois bem, a minha estratégia consiste em aportar na ação mais descontada em relação ao meu Preço Médio (PM), independente do percentual dessa ação em minha carteira (obviamente que haverá período em que todas as ações apresentarão upside, nesse caso irei avaliar a que teve a menor variação, o DY, ou ainda a possibilidade de aportar numa ação que esteja no meu radar ou simplesmente deixar na Renda Fixa como Reserva de Oportunidade). Ou seja, quanto maior o descolamento do PM, melhor, afinal estou comprando mais barato. 


Desempenho individual das ações

Analisando o desempenho das minhas ações, fica evidente a discrepância apresentada entre ITUB3 e BBSE3. Ambas estão com rentabilidade negativa, contudo a BBSE3 apresenta um desconto maior.  Os gráficos abaixo demonstram essa discrepância.
Relação Preço Médio x Cotação atual BBSE3
Relação Preço Médio x Cotação atual ITUB3

Notem que ITUB3 teve períodos onde a cotação ultrapassou o PM, então nesses casos é melhor direcionar o aporte para uma outra ação que esteja num melhor momento. Por outro lado, BBSE3 pode apresentar um bom desempenho nos próximos meses, assim como ITUB3, nesse caso irei procurar outra oportunidade melhor. Esses movimentos irão ocorrer sempre na Renda Variável, e com o tempo naturalmente minha carteira ficará mais robusta e diversificada, então por isso opto pela gestão ativa da carteira.

Através da gestão ativa você consegue comprar mais ações de uma empresa e com mesmo aporte, ou seja, você adquire um número maior de ações. Por exemplo, mês passado comprei 13 ações de BBSE3, nesse mês devido a queda no preço conseguiria comprar 14 com o mesmo aporte, mas acabei comprando 15, pois tinha um saldo na conta da corretora.

"Pô, Colheita, apenas 1 ação à mais?". O importante aqui é assimilar esse conceito, sem se ater ao número. O meu aporte ainda é pequeno, o fluxo de dividendos ainda é irrisório, mas a partir do momento que a bola de neve dos juros compostos começar a trabalhar (aportes + reinvestimento dos dividendos), o resultado será exponencial.  Agora consigo comprar 1 ação através desse método, daqui um tempo pode ser 10, 50 e por que não 1 lote de 100 ações? Lembrando que o meu foco é aumentar minha participação nas empresas, então quanto mais ações eu tiver em custódia maior será minha renda passiva, esse é o ponto chave dessa estratégia.


                                                 Composição da carteira após o Aporte


Resumo do Aporte Fev/2020:

Ação: BBSE3
Preço da ação: R$ 34,90
Valor Investido: R$ 523,50
Quantidade de Ações: 15

Disclaimer: Este post não é uma recomendação de compra, até porque o blogueiro não possui certificação no mercado de capitais para indicar ativos financeiros. O objetivo da postagem é única e exclusiva no sentido de registrar meu aporte mensal e compartilhar com os leitores a saga de um pequeno investidor pessoa física na Bolsa de Valores.